A afirmação é do , proprietário da Construtílais, Eduardo Conte. De acordo com ele, nos últimos meses vários fatores têm levado ao aumento da demanda e também dos preços de materiais de construção.
Segundo ele, no início da pandemia algumas indústrias resolveram parar as atividades temporariamente, porque imaginavam uma retração dentro do mercado.
No entanto, como as pessoas ficaram mais tempo em casa, começaram a ver uma série de melhorias a serem feitas ou pela volatilidade do mercado também decidiram investir em imóveis.
No entanto, o aumento da demanda e diminuição na oferta de produtos gerou outro efeito, o aumento significativo no preço dos materiais.
Hoje, materiais como pvc, cimento, ferro, cobre e seus derivados, estão em falta e registram reajustes que vão de 20% a 110%. Na avaliação do empresário, construir ficou pelo menos 30% mais caro neste ano.
Eduardo pontua que a maioria das empresas se programou com estoques, mas caso a demanda continue aumentando, é possível que passe a faltar alguns tipos de produtos.
A fibra de fibrocimento, por exemplo, foi um dos itens que teve mais saída nos últimos meses na região, devido ao ciclone bomba registrado em 30 de junho e o tornado do dia 14 de agosto.
As indústrias precisaram priorizar o fornecimento para a Defesa Civil e por isso, alguns tamanhos estão ainda em falta nos estoques.
Outro fator que também está sendo investigado pelo Procon em São Paulo, é a denúncia de que indústrias teriam paralisado a produção de cimento como forma de forçar o aumento dos preços no mercado.
Eduardo lamentou situações como essa e destaca que esse aumento especulativo também foi percebido em alguns fornecedores.
No entanto, é inviável repassar o total do aumento para o consumidor final por conta do impacto, e parte do custo é absorvido pela própria empresa.
De acordo com Eduardo Conte, mesmo com um cenário positivo em relação ao momento atual da construção civil, ele recomendou cautela, já que o aumento dos produtos não acompanha o aumento da renda do brasileiro, o que pode representar maior inadimplência futura.
Outro risco, é que exista outra recessão no início de 2021 e os produtos solicitados pelas empresas de materiais de construção acabem ficando encalhados no estoque.
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Fonte: Rádio Tropical FM