Empresa de Joinville é investigada por comprar aeronaves sinistradas e realizar reparos além dos limites permitidos pelo fabricante
A Polícia Federal (PF) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) investigam se há envolvimento de pessoas de fora do país na manutenção irregular de aeronaves. Na manhã desta quarta, os órgãos cumpriram mandado de busca e apreensão em empresa de Joinville. A apuração também demonstrou que a companhia comprava equipamentos sinistrados e realizava reparos além dos limites permitidos pelo fabricante.
Uma das linhas de investigação é de que exista envolvimento internacional na importação ilegal das peças. A empresa Horus Aero Peças de Joinville importaria as aeronaves acidentadas dos Estados Unidos. Depois, passava as peças sucateadas nas manutenções das aeronaves.
— Temos indícios de que existam agentes credenciados na agência reguladora do governo americano, mas que fraudam os serviços. Essas pessoas deveriam atestar para o governo que o equipamento está correto, porém a suspeita é que estejam adulterando as autorizações – menciona Marcelo Lima, gerente da Anac.
Para o gerente de fiscalização da Anac, esta minoria que frauda os processos aeronáuticos pode manchar a imagem do Brasil, já que o país é um dos mais respeitado no mundo no setor de aviação. A segurança na aviação civil brasileira é modelo para outros países.
— Esta prática, ainda que seja uma minoria, mancha o nome do país. Foi a primeira vez que realizamos uma operação conjunta com a PF desta complexidade e deste volume – menciona.
A empresa estava com o serviço de manutenção e táxi aéreo suspenso desde 2017, mas a investigação da – seis em Joinville, cinco em uma oficina clandestina em Sorocaba, em São Paulo, e mais uma em Curitiba, no Paraná. Além de documentos que devem corroborar com as investigações.
Investigações começaram em 2016
De acordo com o delegado Oscar Biffi, responsável pelo inquérito policial, as investigações começaram em 2016 depois da denúncia de irregularidades na manutenção das aeronaves. Após a instauração do inquérito policial, à época, a PF realizou inspeção na empresa investigada onde foram apreendidos documentos, peças e aeronaves.
Após laudos periciais nos itens e contato com fabricantes e autoridades estrangeiras (EUA), houve indícios de que a companhia realizava a compra de aeronaves sinistradas – salvadas –, realizava reparos além dos limites permitidos pelo fabricante.
A empresa teria realizado registros supostamente fraudulentos ou com o aproveitamento de plaquetas e documentação para emprego em outras aeronaves, e falhas nos controles, colocando em risco a aviação civil.
Os itens apreendidos pela PF e Anac irão passar por perícia. As investigações continuam para apurar as pessoas que possam estar utilizando peças ou tenham recebido a manutenção irregular prestada pela empresa de Joinville.
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(Foto: Anac, Divulgação) |
A Polícia Federal (PF) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) investigam se há envolvimento de pessoas de fora do país na manutenção irregular de aeronaves. Na manhã desta quarta, os órgãos cumpriram mandado de busca e apreensão em empresa de Joinville. A apuração também demonstrou que a companhia comprava equipamentos sinistrados e realizava reparos além dos limites permitidos pelo fabricante.
Uma das linhas de investigação é de que exista envolvimento internacional na importação ilegal das peças. A empresa Horus Aero Peças de Joinville importaria as aeronaves acidentadas dos Estados Unidos. Depois, passava as peças sucateadas nas manutenções das aeronaves.
— Temos indícios de que existam agentes credenciados na agência reguladora do governo americano, mas que fraudam os serviços. Essas pessoas deveriam atestar para o governo que o equipamento está correto, porém a suspeita é que estejam adulterando as autorizações – menciona Marcelo Lima, gerente da Anac.
Para o gerente de fiscalização da Anac, esta minoria que frauda os processos aeronáuticos pode manchar a imagem do Brasil, já que o país é um dos mais respeitado no mundo no setor de aviação. A segurança na aviação civil brasileira é modelo para outros países.
— Esta prática, ainda que seja uma minoria, mancha o nome do país. Foi a primeira vez que realizamos uma operação conjunta com a PF desta complexidade e deste volume – menciona.
A empresa estava com o serviço de manutenção e táxi aéreo suspenso desde 2017, mas a investigação da – seis em Joinville, cinco em uma oficina clandestina em Sorocaba, em São Paulo, e mais uma em Curitiba, no Paraná. Além de documentos que devem corroborar com as investigações.
Investigações começaram em 2016
De acordo com o delegado Oscar Biffi, responsável pelo inquérito policial, as investigações começaram em 2016 depois da denúncia de irregularidades na manutenção das aeronaves. Após a instauração do inquérito policial, à época, a PF realizou inspeção na empresa investigada onde foram apreendidos documentos, peças e aeronaves.
Após laudos periciais nos itens e contato com fabricantes e autoridades estrangeiras (EUA), houve indícios de que a companhia realizava a compra de aeronaves sinistradas – salvadas –, realizava reparos além dos limites permitidos pelo fabricante.
A empresa teria realizado registros supostamente fraudulentos ou com o aproveitamento de plaquetas e documentação para emprego em outras aeronaves, e falhas nos controles, colocando em risco a aviação civil.
Os itens apreendidos pela PF e Anac irão passar por perícia. As investigações continuam para apurar as pessoas que possam estar utilizando peças ou tenham recebido a manutenção irregular prestada pela empresa de Joinville.
Fonte: NSC TOTAL