Relatório foi divulgado nesta
quarta-feira pela Defesa Civil
O coordenador da Defesa Civil de Videira, Dinilso Gaio, divulgou na tarde desta quarta-feira o relatório preliminar dos prejuízos causados pelas chuvas no município, na última de semana. Segundo o documento, Videira estima prejuízos na casa dos R$ 8 milhões. Os estragos na infraestrutura pública somam cerca de R$ 4,5 milhões e os prejuízos privados para os setores de agricultura, pecuária e agroindústrias somam mais R$ 3.250,000,00.
O relatório que vai ser encaminhado à Defesa Civil Estadual destaca que entre os dias 23 e 29 de junho choveu 312 mm em Videira. O acumulado de todo o mês chegou a 446 mm, sendo que a média histórica para o mês de junho é de 130 mm, ou seja, Videira registrou 316 mm além da média. O volume registrado nos seis dias e que provocou alagamentos e enxurradas na cidade e no interior é considerado o maior desde 1983. Gaio explica que durante a precipitação da última semana cerca de 10.350 pessoas (20% da população) foi afetada, por meio de alunos que não puderem frequentar as aulas, agroindústrias que não funcionaram, agricultores que não escoaram a produção e comércios que não abriram as portas.
No período, a Defesa Civil atendeu 183 pessoas desalojadas e 21 desabrigados. Pelo menos 204 casas foram afetadas. Não houve mortos ou feridos. No Centro e nos bairros cerca de 30 ruas foram atingidas com maior gravidade, registrando deslizamentos, inundações, queda de barreiras, abertura de crateras no asfalto e em calçamentos, problemas de tubulações, entre uma série de outros problemas que dificultaram o tráfego de motoristas e pedestres.
Dados repassados pela Secretaria de Infraestrutura também destacam que em todas as comunidades do interior foram registrados problemas em pontes, pontilhões e nas estradas de acesso às propriedades. As chuvas comprometeram seriamente o acesso às granjas de suínos e aves, ocasionando a redução do ganho de peso e conversão alimentar dos animais pela falta de alimento, já que o transporte entre a fábrica de ração e as propriedades ficou interditado em vários pontos. Além disso, a falta de trafegabilidade fez com que aves e suínos permanecessem por mais tempo no campo e frigoríficos do município tivessem que cancelar o abate.
Gaio ainda relata que foram registradas perdas nas lavouras de grãos que não foram colhidas a tempo e na produção leiteira que foi afetada por causa dos pastos alagados e pela impossibilidade de transporte do leite por causa dos acessos. “Enfim, são perdas consideráveis que tanto a Administração de Videira quanto os produtores e empresários do município vão ter que recuperar. Infelizmente a fúria da natureza não pode ser contida e os prejuízos forma inevitáveis”, disse o coordenador.
A situação de Videira também foi relatada pelo prefeito Wilmar Carelli ao governador Raimundo Colombo, que esteve na manhã desta quarta-feira, 2 de julho, em Xanxerê, para discutir as próximas ações para minimizar os efeitos das chuvas que ocorreram nos últimos dias na região Oeste e Meio-Oeste. Participaram do encontro os prefeitos dos municípios afetados pelas chuvas, coordenadores regionais da Defesa Civil e secretários regionais.
Fonte: Silvia Palma
quarta-feira pela Defesa Civil
O coordenador da Defesa Civil de Videira, Dinilso Gaio, divulgou na tarde desta quarta-feira o relatório preliminar dos prejuízos causados pelas chuvas no município, na última de semana. Segundo o documento, Videira estima prejuízos na casa dos R$ 8 milhões. Os estragos na infraestrutura pública somam cerca de R$ 4,5 milhões e os prejuízos privados para os setores de agricultura, pecuária e agroindústrias somam mais R$ 3.250,000,00.
O relatório que vai ser encaminhado à Defesa Civil Estadual destaca que entre os dias 23 e 29 de junho choveu 312 mm em Videira. O acumulado de todo o mês chegou a 446 mm, sendo que a média histórica para o mês de junho é de 130 mm, ou seja, Videira registrou 316 mm além da média. O volume registrado nos seis dias e que provocou alagamentos e enxurradas na cidade e no interior é considerado o maior desde 1983. Gaio explica que durante a precipitação da última semana cerca de 10.350 pessoas (20% da população) foi afetada, por meio de alunos que não puderem frequentar as aulas, agroindústrias que não funcionaram, agricultores que não escoaram a produção e comércios que não abriram as portas.
No período, a Defesa Civil atendeu 183 pessoas desalojadas e 21 desabrigados. Pelo menos 204 casas foram afetadas. Não houve mortos ou feridos. No Centro e nos bairros cerca de 30 ruas foram atingidas com maior gravidade, registrando deslizamentos, inundações, queda de barreiras, abertura de crateras no asfalto e em calçamentos, problemas de tubulações, entre uma série de outros problemas que dificultaram o tráfego de motoristas e pedestres.
Dados repassados pela Secretaria de Infraestrutura também destacam que em todas as comunidades do interior foram registrados problemas em pontes, pontilhões e nas estradas de acesso às propriedades. As chuvas comprometeram seriamente o acesso às granjas de suínos e aves, ocasionando a redução do ganho de peso e conversão alimentar dos animais pela falta de alimento, já que o transporte entre a fábrica de ração e as propriedades ficou interditado em vários pontos. Além disso, a falta de trafegabilidade fez com que aves e suínos permanecessem por mais tempo no campo e frigoríficos do município tivessem que cancelar o abate.
Gaio ainda relata que foram registradas perdas nas lavouras de grãos que não foram colhidas a tempo e na produção leiteira que foi afetada por causa dos pastos alagados e pela impossibilidade de transporte do leite por causa dos acessos. “Enfim, são perdas consideráveis que tanto a Administração de Videira quanto os produtores e empresários do município vão ter que recuperar. Infelizmente a fúria da natureza não pode ser contida e os prejuízos forma inevitáveis”, disse o coordenador.
A situação de Videira também foi relatada pelo prefeito Wilmar Carelli ao governador Raimundo Colombo, que esteve na manhã desta quarta-feira, 2 de julho, em Xanxerê, para discutir as próximas ações para minimizar os efeitos das chuvas que ocorreram nos últimos dias na região Oeste e Meio-Oeste. Participaram do encontro os prefeitos dos municípios afetados pelas chuvas, coordenadores regionais da Defesa Civil e secretários regionais.
Fonte: Silvia Palma